quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Raramente saberam ser como eu sou, por que raramente se proporão a ser como eu!! =]


Sabe pensando cá com meus botões, até que o cheiro do final não terminado não é tão ruim de perto, quando se visto de longe. É verdade... Final não terminado, contraditório não acha? Também achei, mas no fundo acredito que fui compreendida. Sim por que nem todo final é necessariamente um fim, também pode ser um começo, continuação... Acho que na verdade a palavra, mas definida seria mesmo COMPLICADO, COMPLEXO, algo que siga essa linha de significados. A verdade é que sempre se segue adiante, mesmo que os personagens não mudem. Minha historia é meio que assim, eu cá os personagens lá às vezes nem me sinto contracenando, me vejo apenas como uma telespectadora que me observa, me analiso, reflito e me indago: “Nossa por que isso? Por que assim? Tinha mesmo que ser assim?”. É ,acho que sim. Em outras apenas penso que sim. Mas sempre me reponho e escuto novamente a palavra: “Silêncio... 1,2,3 gravando... AÇÃO!!!” me animo outra vez, e com o sorriso lateral respiro fundo e sigo gritando:” ESPERAAAAAAAAANÇA, é você no fim do túnel?” e de alguma forma sei que é. Acredito muito no que construir, sei que é real por que sentir meus pés lá. Sei que o meu final não estar terminado, huuuum... O cheiro é tão bom!!! O cheiro realmente é muito especial, cheiro de terra, minha terra!!! O que as outras pessoas acham disso? Não sei, na verdade opinaram como sempre, porém, raramente saberam ser como eu sou, por que raramente se proporão a ser como eu. =]


(Gleicy Aleixo)

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Merecedores!! (Discurso, 2009)


Primeiramente gostaria de agradecer aos meus colegas a confiança depositada em mim, quando me escolheram para proferir neste dia tão importante para todos nós algumas palavras que possa expressar o pensamento da turma e servir de reflexão no início desta nova caminhada.
Citando Shakespeare “Se seus sonhos estão nas nuvens... eles estão no lugar certo, agora construa os alicerces”... Todo início de graduação é como se o sonho da formatura estivesse nas nuvens..., e pode ter certeza que estava.

No começo olhamos para o alto e vimos uma confusão de teorias, fórmulas, livros, trabalhos, provas... Sem que tivéssemos a exata noção da dimensão do desafio que nos aguardavam. Naquela ocasião, então Calouros, procurávamos nos familiarizar uns com os outros e com a nova rotina que se estabelecia.

Tomamos fôlego e começamos a escalada. Subimos o primeiro degrau, e a cada etapa vencida a escalada tornava-se mais emocionante. É como o alpinista que está começando a sua subida, respira fundo olhando o topo da montanha, sabendo de suas dificuldades, mas com a fé de que alcançará seu objetivo.

Em meio às atividades , às conversas nos corredores, às longas madrugadas em claro, a turma foi se conhecendo, interagindo, e um longo e duradouro espírito de coletividade foi naturalmente sendo concretizado. Aos poucos, a faculdade foi se tornando parte de nossas vidas. Vencemos muitos obstáculos, noites perdidas, passeios e férias adiados. Vivenciamos experiências que envolviam todos os tipos de situações: das alegres às tristes, das cômicas às trágicas, das corriqueiras às surpreendentes.
E assim, a cada passo, a cada experiência vivenciada, a caminhada ia ficando mais curta e mais um degrau ficando para trás, por um sonho que a essa altura parecia estar mais longe. Encontramos na vida acadêmica, coisas que nos cativaram fortemente a alma. A importância de aprender e ensinar reciprocamente, o valor de discutirmos idéias a ponto de discordarmos de nós mesmos – se é que isto seja possível – a habilidade de conviver com a divergência de opiniões ou de interesses, e ainda, uma coisa bastante valiosa, mágica e rica que levaremos conosco para o resto de nossas vidas: o conhecimento!!! Então olhamos ao nosso redor e percebemos que muitos amigos ficaram no meio do percurso e nessas horas... Bem!... Nessas horas, é que as pessoas que amamos fazem a diferença! Palavras amigas, demonstrações de afeto, olhares compreensivos que dizem: Vamos lá, você consegue!!

Quando os alicerces que estamos construindo chegam perto das "nuvens", o tempo se fecha e a busca pelo sonho de formar-se parece não ter fim, e é neste momento que nos sentimos recomeçando a escalada, para finalmente tomar posse daquilo que nos pertence. Nós, hoje aqui reunidos, saudamos a conquista de nosso almejado diploma, o qual agrega em si fatores que extrapolam os limites do conhecimento adquirido, sendo reflexo clarividente do alto grau de idealismo, coragem e perseverança que norteou nossa trajetória ao longo desses últimos anos. Mais que um mero pedaço de papel, nosso diploma adquiriu feições próprias; Nosso diploma tem caráter, tem personalidade, fez-se VIDA!!!. Vida que supre um processo de aprimoramento contínuo, de desenvolvimento do grupo, da sociedade e de cada um de nós.

Durante os anos escalamos e edificamos nossas colunas, e esta caminhada chega ao fim para que se possa fazer um novo começo, e podem ter certeza que sentiremos saudades do percurso. Perceber esse processo oferecido pela dinâmica do aprendizado e do crescimento pessoal, nos permite afirmar que ele mesmo não é fruto, obviamente, de meras prerrogativas individuais, pois nenhuma pessoa constrói-se sozinha, ela soma-se à autenticidade de cada um.
E todos somos pessoas participantes ativas daquilo que somos e daquilo que nos transformamos. E nesta caminhada, sempre tivemos pessoas ativas ao nosso lado, e agora eu pergunto; Como reduzir a meras palavras todo o significado da participação de nossos pais? Que há muito sorriram ao nosso primeiro choro e choraram ao nosso primeiro sorriso, são eles que nos fornecem os subsídios mais preciosos, aos quais sempre cumpre recorrer quando precisamos procurar afeto e motivação. Como deixar de mencionar, a influência de nossos mestres, pilares ativos em nosso desenvolvimento, sempre auxiliando-nos em alguma coisa, ainda que não percebamos.
Como suprimir nosso agradecimento aos nossos companheiros e companheiras, amigos, confidentes que sempre se fizeram presentes, sabendo calar-se e nos afagando quando necessitados estávamos, compreendendo nossas ausências, e por muitas vezes nossas lamentações... há eles... Nossos mais sinceros sentimentos de amor.

Quanto a nós, o que fazer daqui para frente? Enfrentar os desafios que a vida nos oferece com sabedoria, força e beleza, que nos permitiu levantar essas colunas transpondo barreiras na conquista de nosso objetivo. Ao abraçarmos esta Profissão tão jovem, abraçamos também seus múltiplos desafios, exercê-la é estarmos em sintonia com as mudanças que se estão processando no mundo. Exercer uma profissão requer atualização constante e participação efetiva na solvência dos problemas da organização e das mazelas da sociedade.
Que possamos atuar em nossa vida prática como agentes de mudança e que possamos nos responsabilizar pela parcela que nos cabe pelos rumos que nossa sociedade poderá tomar. Nenhuma turbulência deverá afastar-nos dos valores sociais do trabalho. Nenhuma tempestade, nem mar revolto deverão desviar-nos do desempenho digno de nossas atribuições. Sejamos críticos contumazes dos nossos atos para que nunca nos afastemos dos nossos objetivos.
Para concluir, gostaria apenas de dizer que hoje!... Hoje, nossos alicerces encontram-se nas nuvens. Agora é tomar posse do que é nosso, e que esta cerimônia de formatura não represente uma despedida em nossas vidas, e sim a reafirmação do alto grau de comprometimento que temos para conosco e para com a sociedade, sem jamais esquecermos de que esse é apenas o primeiro passo de muitos, e que se conseguimos hoje chegar ate as nuvens, também conseguiremos ganhar asas.
Nas palavras de Christopher Reeve: “ Sonhos: Temos tantos que no início parecem impossíveis. Com o tempo eles parecem improváveis. Quando temos força de vontade, logo eles se tornam inevitáveis”.
O que Carlos Drummond complementa quando diz que “Não sou do tamanho de minha altura, mas sim, do tamanho daquilo que vejo”.
Parabéns a todos nós!!!
Parabéns a todos e que todos tenham ótimas visões daqui para frente. SUCESSO!!!

domingo, 12 de dezembro de 2010

“Então, eu me sinto feliz. E todas as estrelas riem docemente.” (Saint)


=D

sábado, 4 de dezembro de 2010

Espelho que eu me olho


Não foi um acaso do acaso. Se nesse próprio acaso nós nos encontramos. E pensando bem, me pergunto: Será que foi tão acaso assim? Será que antes já não tinha visto, vivido, sentido? Será que tudo que me aparece hoje é mesmo tão novo quanto à idéia de ser?Em caminhos que antes nunca andei em vestígios que antes me pareciam algo qualquer. Encontrei em mim a razão de um viver. Não apenas por um coração que bate, mais por uma emoção que pulsa. Pulsa tão fortemente, que me revitaliza que me faz não viver, mas sentir a vida. Sinto o sangue quente que percorre em minhas veias, sinto que tudo não é igual, sinto que sou diferente. Um dia tive a audácia de acreditar que sabia e conhecia a mim mesmo, sem saber, se quer como lidar com meus medos, preocupações, crenças, atividades... Mesmo assim afirmava-me: EU ME CONHEÇO! Até porque ninguém poderia conhecer a mim mesma, se não eu.

Duvidei um dia da capacidade de uma criança.
Duvidei um dia, de um sorriso.
Duvidei um dia da força que uma tristeza pode nos proporcionar.
Duvidei um dia que podia ser um ser transformador.
Duvidei um dia, da minha imaginação.

E acima de tudo duvidei de quem eu era. E foi parti desse momento que tive duvidas sobre mim, que descobri que não me conheço, e que ninguém se conhece totalmente. A diferença entre o conhecer e um saber é que: se conhece o que se sabe, mais nem sempre o que se sabe se conhece.

Na capacidade da criança, vi a autenticidade, o medo de não errar, de não ter apenas perseverança de conseguir, mais ser a própria perseverança refletida.
O sorriso, não era apenas sorrisos... Eram portas que se abriam pessoas que na minha vida pediam: Licença. Posso entrar?

A tristeza é apenas o sinônimo de autoconhecimento de si. Onde a grande vitoria aparece no seu mais gostoso sono tranqüilo. Transformação me aguçou a imaginação de não ser mais um adulto, mais de ser uma eterna criança perseverante, que vivi a sorrir convidando a todos para entrar, com a tristeza que não faz sofrer, mais que emociona, faz refletir, fazendo perceber que nos conhecemos tão pouco.

Não sou a transformação, sou a revolução. Sou como uma arte pop: Única, ilimitável de interpretações, distinta, rústica, vibrante, da massa, do lixo, do comum, do prazer. Fui feita da ELITE dos céus, mostrada a classe média da terra. Desvenda por olhares, olhares esses que me julgam e me refazem a todo o momento em algo novo.

(Gleicy Aleixo)

A especialidade que tens


A metade do silêncio se rompe, quando os acordes do coração se puseram a declarar, a especialidade que tens de ser especial para mim... A especialidade de te aceitar, querer, e ser apaixonada por ti... Por ti, pelo teu jeito, pelo teu sorriso, grito e silêncio... A metade do silêncio se rompe, quando meus pensamentos chegam em ti, só em ti e por ti.
Tenho em mim um silêncio incondicional, que me move que agita meu ser... Que sai de minha mente, ocupando meu corpo e saciando minha sede o seio de tua morada. Às vezes é vendaval, e às vezes é calmaria.
Meu corpo no teu lábio sangra ardentemente o prazer que habita minha mente... Meu desejo por ti é sublime. No coração, os acordes se quebram, me deleito em teus braços... E assim, só assim posso ter a certeza que você faz parte de mim de maneira imprópria, amando-me pelos prazeres de meu corpo, mente e alma incondicionalmente tem a especialidade de ser especial para mim.

(Gleicy Aleixo)

“Se amar você é loucura demais; Sou assim louco por seu amor; Se amar você é viver de sonhar; Sou assim mais que um sonhador; Ando por ai só pensando em você; Pois sei que o nosso amor é maior; que um céu de estrelas; Maior que qualquer infinito; Maior que o mar a se navegar; Se amar você é; querer voar; O amor vem voar por nos dois; Se amar você é pensar no amanhã eu já vivo alguns dias depois ando por ai pensando em você”

(Gleicy Aleixo)

Sinais De Fogo Preta Gil Composição: Ana Carolina/totonho Villeroy


Quando você me vê eu vejo acender,outra vez aquela chama. Então pra que se esconder você deve saber. o quanto me ama.

Que distância vai guardar nossa saudade,que lugar vou te encontrar de novo,fazer sinais de fogo pra você me ver.

Quando eu te vi, e te conheci não quis acreditar na solidão e nem demais em nós dois
pra não encanar.

Eu me arrumo, eu me enfeito, eu me ajeito,eu interrogo meu espelho,espelho que eu me olho. Pra você me ver.Porque você não olha cara a cara, fica nesse passa não passa.O que falta é coragem.Foi atrás de mim na Guanabara eu te procurando pela Lapa, nós perdemos a viagem.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

=D


“Como professores temos que acreditar na mudança, temos que saber que é possível, do contrário não estaríamos ensinando, pois a educação é um constante processo de modificação. Porém é preciso termos clareza de que a educação é como uma mesa cheia de maravilhas no processo de levar as pessoas a ela. Você pode enfeitar a mesa, pode pôr nela toda a comida do mundo, mas não pode obrigar ninguém a comer.”

(Leo Buscaglia)

Quem sou eu??


Ao ver um formulário, me chamou muita atenção a seguinte pergunta: Quem é você? Nossa!!! Como assim, Quem sou eu??
Embora seja uma pergunta complexa, a própria complexidade me propõe a refletir um pouco de mim mesmo, do que vi, vivi e sentir durante minha vida. Dentre tantas coisas vivenciadas posso dizer que: Já fiz cócegas na minha irmã pra ela parar de chorar, já me queimei brincando com vela. Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto, já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxa. Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista. Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora. Já passei trote por telefone. Já tomei banho de chuva e acabei me viciando. Já roubei beijo. Já confundi Sentimentos.

Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido. Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro, já me cortei tentando cozinhar, já chorei ouvindo música no ônibus. Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de esquecer. Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas, já subi em árvore pra roubar fruta, já caí da escada de bunda. Já fiz juras eternas, já chorei sentado no chão do banheiro, já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante. Já corri pra não deixar alguém chorando, já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só. Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado, já me joguei na piscina sem vontade de voltar, já bebi vodka até chorar de ri. Já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar. Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial.
Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar. Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim. Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um 'para sempre' pela metade. Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol, Já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem
razão.
Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração. E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita: 'Quem sou eu?'. Essa pergunta ecoa no meu cérebro: quem...quem sou...Será que ser 'plantador de sorrisos' é ser alguém? Por meio de tudo o que vivi, aprendi que ser homem não é apenas crescer na altura, ou ter um ensino superior, mas sim, ser um homem de verdade é saber viver cada momento, o fazer valer à pena, com garra, força de vontade, confiança, respeito e acima de tudo honestidade.
Saber entender que nada é por acaso, nem a diferença que temos uns dos outros, que aquilo que chamamos de diferença é apenas a situação problema criada para as soluções de nossas ações. Aprendi que na vida tudo é fruto de um esforço. Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta: Quem sou eu? Sou aquela pessoa que no mundo faz a diferença, por não ser mais um no meio da multidão.

(Gleicy Aleixo)

Medo


Pensei em ti hoje, da forma como você me parece ser, e me percebi percebendo o quanto de ariscado é na verdade interpretarmos. Senti medo, confesso. Mas não sei dizer se é medo ou apenas “o simples” fato de pensar em ti que me causa mais aflição. Não sei realmente o que significa dizer para mim mesma. Vi a tua imagem em minha frente tão calma, doce, suave estavas sobre minha mente de uma forma tão branda. Senti paz ao lembrar o teu semblante. Acho que foi nesse momento que comecei a sentir medo. Meu momento agora me pede cautela, mas, o medo vem quando me vejo tendo que desviar caminhos. Ai meu DEUS! Eu não sei desviar caminhos. O que eu faço agora? Você esta no meu caminho ou eu estou no seu? Fecho os olhos e passo pela lateral, ou te enfrento e te ignoro? Ai meu Deus! Eu não sei te ignorar. Agora estou mais confusa. Que medo ariscado de te querer, que maluquice imbecil de pensar em ti. Acho que agora estou com saudades, por onde andaras agora que não esta perto de mim? Lá fora chove, as luzes de natal piscam. Vou olhar mais uma vez na janela, quem sabe você não pense em mim hoje e tenha mais coragem que eu para vim me ver. Por enquanto vou continuar pensando em ti. Ai meu DEUS!!! Como isso foi me acontecer de novo?

(Gleicy Aleixo)